Alunos usam ferramenta on-line e criam ambiente de troca e colaboração

Com os desafios do século XXI, a escola precisa envolver os alunos na construção do conhecimento. Por isso, as descobertas, o protagonismo e a investigação são constantes no Ensino Fundamental 2 no Colégio Anglo Leonardo da Vinci.

Um exemplo disso é um recente projeto de Artes com o 7º ano. A turma refletiu sobre o que é espaço urbano, que pode ser definido como o conjunto de atividades que ocorrem em uma mesma interação local, com a integração entre casas, edifícios e práticas econômicas, sociais e culturais. A professora Adriana, da unidade Granja Viana, compartilhou ainda a relação da arte com a cidade e a cidade enquanto espaço geográfico, físico e visual.

“Eles debateram seu conceito, observaram a arte presente em nosso cotidiano, conheceram os principais tipos de expressões artísticas e  perceberam o impacto das intervenções urbanas no espaço público. Nas aulas, foram incentivados a respeitar diferentes pontos de vista que as pessoas possuem a respeito do tema”, explica.

Com esse repertório, estão entendendo a cidade como um espaço educador. Assim, ampliam a participação cidadã, onde todos têm direitos e deveres, e a consciência dos cuidados essenciais para transformá-la. “Uma oportunidade de desenvolver a colaboração com foco numa sociedade melhor”.

Pensando nessa valiosa troca de experiência, parte essencial no método exclusivo Aprender a Estudar, os alunos usaram o Padlet, uma ferramenta on-line que permite a criação de um mural ou quadro virtual dinâmico para registrar, guardar e partilhar conteúdos, para construírem juntos. Algo interessante nesse momento em que o ensino acontece na escola e on-line (em casa).

No primeiro Padlet, aparecem as ideias de intervenções artísticas que cada um pensou em executar na cidade. No segundo, os projetos já estão ganhando forma. Esse é um novo jeito diferente de experimentar a expressão artística. Nele, o diálogo é valorizado e o pensamento critico potencializado.

“Muitos animais morrem por conta de um ato de jogar o lixo nas ruas. Esses lixos acabam indo para o mar matando milhares de animais inocentes. No meu desenho, eu fiz uma baleia sendo acorrentada nas profundezas por conta da poluição marítima. Meu projeto é fazer uma escultura e colocá-la na praia do Tenório, em Ubatuba”, conta a aluna Marina.

Melissa compartilha dessa mesma preocupação com o lixo nos lagos e rios. Ela escolheu garrafas nas ondas do mar, como se fossem pranchas de surf reciclando-as, para representar seu pensamento. “Eu gostaria de colocar essas pranchas recicláveis na frente de uma praia com uma frase incentivando as pessoas a não jogar lixo, principalmente o plástico.

Podemos reciclar o nosso lixo. É uma forma de preservar o nosso planeta”, diz.

Já a Nicole imaginou a escultura de uma árvore pegando fogo para representar o desmatamento e queimadas na região onde ela mora. “Pensei que poderia ser colocada em lugares com bastante movimento para provocar a reflexão”, ressalta.

Segundo a professora Adriana, o trabalho está a todo o vapor e outras atividades e reflexões estão por vir.